3.5.08

Estaremos postando assim que estiverem nos atendendo

Telemarketing é a profissão alheia que você mais detesta.



Não é pra ser uma denúncia, mas é meio inevitável. O telemarketing anda tão mal visto que até a Associação Brasileira de Telemarketing mudou o nome para Associação Brasileira de Telesserviços. Seja qual for o motivo, a retirada da palavrinha proibida deve ajudar na imagem organizacional.

A ABT diz que "somente nos três últimos anos este setor [telemarketing] alcançou 235% de crescimento, tornando-se um dos maiores empregadores do país." Dado o crescimento no número de ligações inconvenientes que recebemos, é fácil acreditar. Mas vale citar que a mesma Associação afirma que "as empresas brasileiras possuem [...] mão-de-obra capacitada." Isso é bem questionável.

A quem interessar, o site da ABT também disponibiliza
o Código de Ética do Programa de Auto-regulamentação do Setor de Relacionamento com Clientes e Consumidores.


GRAVAÇÕES


Para ser atendido por uma pessoa que finge ser uma máquina, precisamos ouvir por muito tempo uma máquina que finge ser uma pessoa.

São seis minutos apertando diferentes números do nosso telefone e ouvindo a musiquinha que parece nos dizer "não vais conseguir não te irritar". Pelo menos, passamos a conhecer todas as promoções da empresa.


NOME DE GUERRA

Liguei para a Brasil Telecom, para mudar meu plano de Internet. No suporte, a Vanessa me atendeu. Lembrei da minissérie O Sistema, em que todas as atendentes se chamavam Regina. Nos casos reais, acho que eles têm de mudar o nome constantemente.

Será que fora do horário de expediente eles não se confundem entre o nome real e o "nome de guerra"? Tele-marketing parece ser uma coisa como as Forças Armadas, com a diferença que o "nome de guerra" dos atendentes parece ser transitório, dos militares não é.


ESTRATÉGIA


Uma vez, uma colega disse ter uma estratégia para evitar a espera óbvia típica de quando queremos cancelar um serviço. Ela liga e pede para aderir a algum serviço, e quando é atendida pede para ser transferida para o cancelamento. Comigo não funcionou, e eu nem tinha ligado com essa intenção.

Vanessa me deu valores bem superiores aos que eu tinha visto no site - pesquisei antes de telefonar - e me explicou que aqueles eram valores para novos assinantes. "Não estamos oferencendo nenhuma promoção hoje, senhora." Embora eu já esperasse isso, reclamei da incoerência.

Aí veio a idéia:
"Vanessa, e se eu cancelar e reassinar - tendo direito então, aos planos expostos no site - quanto tempo fico sem Internet?"
"Não sei responder, senhora. A senhora vai ter de estar ligando para o cancelamento."
"Então me passa pra lá."
"Não posso, senhora. A senhora vai ter de estar fazendo novamente a ligação."

A imagem foi retirada do Scrapbia, que também faz um relato sobre o telemarketing.

Pô, não pode me passar pro cancelamento?! Aposto que se eu dissesse: "Vanessa, minha irmã aqui também quer assinar na casa dela", ela responderia: "Certamente, senhora, esteremos transferindo a senhora para o setor de vendas."


NÃO MALTRATE ATENDENTES DE TELEMARKETING

Estão se tornando comuns tutoriais para se livrar ou se vingar do telemarketing. O Gii Blogconselhos do tipo, bem como o Idéia Fix, que garante que suas dicas são originais.

Até a Superinteressante já publicou formas de fugir do telemarketing. Na seção Supermanual da edição 232, de novembro de 2006, o título era "Como driblar o telemarketing".

Em novembro de 2006 a Superinteressante publicou dicas para driblar o telemarketing.

No entanto, Ana Maes diz já ter passado pela experiência, e por isso pede que não maltratemos os atendentes. Eu sou supercompreensiva, principalmente no que se refere a trabalho, jamais faria isso de qualquer forma. Embora morra de vontade de usar só o gerúndio quando falo com eles.

Ainda assim, admito que quando a Vanessa disse que eu teria de estar fazendo novamente a ligação, pensei, "porra, Vanessa". Não falei nada, até porque no início da nossa conversa, tinha explicado que não reclamava pra ela nem dela, porque entendia que a estrutura é que era mal feita e que sabia que ela estava apenas trabalhando.

Os atendentes de telemarketing devem sofrer muito com reclamações sobre problemas que eles não podem resolver. Mas quem espera que a solução venha de alguém que não tem autonomia nem para não usar o gerúndio?


CANCELAMENTO

Arrependo-me por não ter calculado o tempo que levou para ser atendida pelo cancelamento.

O Diego (ou Diogo) foi quem me atendeu. Expliquei tudo de novo. Magicamente, o Diego me apareceu com um plano promocional legal. "Tá ótimo, Diego, é esse mesmo." Mais magicamente ainda, o Diego me ofereceu a opção de não reduzir minha velocidade mas me dar 50% de desconto. Como assim? "O Diego é o anjo do telemarketing."


PESQUISA

A máquina que finge ser uma pessoa pede para que respondamos uma pesquisa após o atendimento. Nada mais adequado - e arriscado - para uma empresa que adota o telemarketing. Porém, a pesquisa só avalia o atendente, não o serviço. Que falcatrua, heim?

"Certo que o Diego vai se dar na pesquisa", pensei, porque deve ser difícil algum atendente receber nota dez. E eu ia dar dez pra ele sem titubear, porque até me desejou saúde quando me ouviu espirrar.

Pra minha surpresa, a pesquisa consistia em uma pergunta: "Sua solicitação foi atendida pelo atendimento?" Opções: sim e não.

Inteligentemente incompetentes. Isso que eu queria confirmar quando quis fazer meu artigo de Comunicação Organizacional sobre telemarketing, e a Margareth não achou uma boa idéia. Toda a estrutura de atendimento é feita para ferrar o atendente e não questionar a empresa que a organiza. Não pode existir alguém que acredite, sinceramente, que esta pesquisa seria eficaz. É uma forma de se livrar da responsabilidade sem efetivamente fazer diferença, o famoso "tapar-furo".

2.5.08

Tentativa Frustrada

Ficou sério demais. Tentei mudar alguma coisa no blog, fiz bobagem, não consegui consertar e tive de mudar tudo mesmo. Aí, ficou sério demais. E não foi só por isso que não gostei.

Amanhã, prometo tentar arrumar. Por que "consegui" mudar meu blog de aula e não consigo dar jeito neste?

De amanhã não passa, mesmo. Existem motivos que me obrigam a dar o prazo: (a) tá ridículo, e já falei sobre como isso me incomoda; (b) prometi não postar (isto é uma exceção) enquanto não deixasse o blog mais ou menos bonitinho; (c) o lugar em que trabalho fez feriadão, se não aproveitar pra fazer isso agora não sei quando terei tempo novamente.


P.S.: Esta postagem não vai fazer sentido se eu realmente conseguir mudar o template.

13.4.08

Confusões Divertidas

Comentário bobo, mas que me fez rir.

Acabei de fazer a segunda ficha de leitura pra entregar pro Manoel Jesus, meu professor de Redação em Jornalismo III. Queria que a ficha fosse sobre O Caçador de Pipas, mas tô recém na metade do livro que comecei a ler na última segunda.

Para facilitar as coisas, fiz sobre A Revolução dos Bichos, do George Orwell. O Manoel vai me a achar a maior fã de Orwell, visto que a primeira ficha de leitura que entreguei foi sobre 1984. Gosto mesmo do autor, mas tendo lido apenas esses dois livros e o inicinho do minúsculo Pages from a Scullion's Diary (que já é um pedacinho do Down and Out in Paris and London), não me considero digna de ser chamada de fã. Nem mesmo por receber a newsletter do Duplipensar.net, ainda não me considero digna de ser chamada de fã.

Esclarecimentos feitos, vamos a falar bobagem. Como a burrinha aqui usa princípios de resenha pra fazer uma ficha de leitura, queria colocar a referência bibliográfica no topo do meu texto. Com o título do livro, os resultados do Google eram em maior parte artigos e resenhas a respeito. Aí, resolvi tentar com o ISBN. Foi então que a calculadora, cheia de boa vontade, fez a conta pra mim.


Isso me lembrou a propaganda antiguérrima dos Classificados Zero Hora, do 0800-90-4222. Quem não tem uma mémória publicitária como a minha ou não é tão velho quanto eu, desculpem, procurei horrores pela propaganda mas não encontrei. Enfim, um cara dava esse número de telefone e o outro respondia o resultado da soma: 0800 + 90 + 4 + 2 + 2 + 2 = 900.

9.4.08

Não gosto de crianças mesmo

10



Esse é mais bobo, mas a atração pela inutilidade foi mais forte.
Sugestão do cara do Mas até eu....

Que vergonha, fico planejando postar coisas sérias e acabo só com bobagens.

8.4.08

Bombando

$5275.00The Cadaver Calculator - Find out how much your body is worth.


Tô bombando, a última vez que tinha feito esse teste (em 30/ago/07), meu cadáver valia apenas $4355. Talvez tenha sido o crescimento do meu cabelo, entre outras coisas.

27.3.08

Bateria Itinerante

Na volta da faculdade, passei por uma "charanga em movimento". Tudo bem, uma charanga está em constante movimento, mas eles desciam a Dom Pedro II tocando e tal. Pior é que, enquanto as pessoas nas paradas de ônibus faziam caras curiosas, e normalmente feias, eu estava achando divertido.

Acho que
dá um ânimo ver gente feliz. E os caras eram ótimos: não sou muito de batucadas e afins, mas tava tri bonito e bem coordenado.

Quando cheguei perto, mais organização ainda. Eles estavam uniformizados, e nas costas das camisetas pretas sem mangas tinha a inscrição
Bateria Show. Procurei fotos e informações, para ilustrar e fundamentar o post, respectivamente; mas não encontrei nada muito específico. Convenhamos que o nome não é lá muito original, visto que precede o nome de vááárias baterias. Provavelmente, o complemento estivesse na frente da camiseta, mas não os vi de frente.
Esta foto, da Daiane Peixoto, é da Bateria Show Senegal. Se o chute não estiver certo, pelo menos foi a foto de bateria mais bonita que eu encontrei.

Vou boicotar a pirâmide invertida e deixar para o último parágrafo o que foi mais incrível. Embora eu costume dizer que
a audição deve ser respeitada, porque não se tem a opção de não ouvir as coisas (odeio carros de som publicitários, por exemplo), curti a idéia deles. E o mais legal foi que quando cheguei em casa, eles estavam por aqui! Pelo jeito, os caras vieram tocando, passaram pelo meu bairro e seguiram caminho (pelo menos foi o que pareceu de acordo com o som). É uma forma de animar-se e animar quem tá por aí - bem como de emputecer algumas pessoas, que tentam dormir ou se concentrar. Não deixa de ser válido.

7.1.08

Torta de palmito e afins

Como tive de estender meu período aqui em Porto Alegre, consegui pegar dias não tão quentes, como hoje (em que a temperatura máxima é de - apenas - 32°). Então, finalmente, fui conhecer um dos restaurantes vegetarianos de uma lista fornecida pela Sociedade Vegetariana Brasileira de Porto Alegre.

Fui ao Nova Vida. Mais que um restaurante, é um complexo de coisas alimentícias naturais - embora sirvam gelatina de origem animal. Pedi pra levar. O buffet livre era meio caro pra uma pessoa que não come tanto assim, como eu - mas dá direito a suco e sobremesa.
Cara, maravilha. Talvez seja difícil para carnívoros entender a felicidade que um vegetariano do interior sente ao poder se servir de torta de palmito, bolinho de repolho e panqueca de moranga. Pra quem tem de comer praticamente só salada de batata (isso se for sem frango desfiado, ainda) quando vai almoçar fora, aquilo era o paraíso.

Apesar do deslumbre, tenho de ser sincera. Pra um lugar totalmente vegetariano, deixa um pouquinho a desejar. Eu adorei porque gosto de "porcarias", como bolinhos e tortinhas - além do almoço, comprei uma quiche de espinafre pro café da tarde. Tirando essas bobagenzinhas, o almoço se resume a arroz, sopas e bife de soja, além de brócolis e outros vegetais que são comidos "sozinhos".
Mesmo assim, tá mais que ótimo. É complicado exigir muita variedade de um lugar com público relativamente restrito, pois pode resultar em desperdício.