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1.6.08

"A cidade é nossa"

O artista Hamilton Yokota, conhecido por Titi Freak, fala sobre intercâmbio cultural, graffiti e a exposição Japan Pop Show, de que foi curador junto com Yumi Takatsuka. A exposição reuniu obras de doze artistas nisseis na galeria Choque Cultural, e foi encerrada em 30 de abril (seis dias após a realização da entrevista).


> Brasil/Japão:

O que tu consideras a grande diferença entre o cenário da arte de rua daqui e do Japão? Se puderes, contextualiza os dois, por favor.


São iguais, mas são diferentes! O graffiti tem a mesma idéia em qualquer lugar que seja, é fazer o seu trabalho com uma lata de spray na rua, legal ou ilegal! O que difere os artistas são os estilos, como eles colocam o trabalho deles com a rua, muitas vezes eu gosto de compor meu trabalho com o cenário que eu vejo na cidade.
Antes era complicado pintar na rua, hoje tá mais tranqüilo, depois de muita mídia em cima. No Japão nao rola isso, ou é ilegal ou legal, se pegarem você pintando algo que não tem autorização é multa brava ou cadeia!

Qual a importância de misturar tipos diferentes de arte em uma só exposição?

Exatamente isso, misturar e compor junto inúmeros estilos de uma certa idéia e que flua bem... e a idéia é as pessoas perceberem isso...

Fora a ascendência, que outros motivos te levam a essa aproximação com o Japão em específico?

A minha familia e minha cultura.

Há outros países com que tu achas que seria legal fazer esse intercâmbio?

Vários, acabei de voltar de um intercâmbio cultural de arte contemporânea da Franca... se você acha importante e acha que vai somar, tá valendo!


> Exposição:


Como está sendo a recepção da exposição, por parte do público?

A recepção era o que a gente estava esperando, pois não foi um trabalho do nada, foi pesquisado e montado certinho... e as pessoas que estão indo lá sabem que nessa expo iram encontrar essa
nova visão de artistas e usam e se integram no urbano...

Existe algum projeto que dê continuidade à idéia de unir as culturas brasileira e japonesa?

Por enquanto não! É muito corre! ^^


> Graffiti:

Até pelo teu h
istórico anterior ao graffiti, já trabalhaste profissionalmente com este tipo de arte. Há divergências de opinião sobre o uso comercial do graffiti. O que tu pensas disso, quais os prós e contras e como lidar com a situação?

Você tem que ter um certo controle daquilo que você está fazendo, se você quer fazer tudo e aparecer em qualquer lugar na mídia, vai chegar uma hora que seu trabalho, ou sua imagem vai se desgastar.
Eu não curto muito isso! Trabalho é trabalho, o que eu faço pra agência ou galeria, é trabalho; meu graffiti tá na rua, o que eu faço sem compromisso com ninguém...
Eu tento fazer os trabalhos que eu possa fazer, o que eu faço é usar o meu estilo. Mas isso é agora, depois de 20 anso de carreira como ilustrador e desenhista HQ...

Tens alguns exemplos de instalação no teu currículo. Como achas que diferentes tipos de arte de rua podem se complementar?

Tudo que está na rua se conversa... por isso!

Na maioria dos casos, falta apoio a artistas que se dedicam a mani
festações ditas marginalizadas. Como tu vês a situação?

Eu sei lá! Eu vou pra rua e faço o que eu quero, sozinho ou não! A cidade é nossa!

Tu achas que a aceitação do graffiti tem aumentado, visto o número de graffiteiros que vêm sendo reconhecidos?

Lógico! A molecada hoje quer ser graffiteiro, algumas mães falam que gostariam que o filho fosse um artista assim...
Tá tudo loko! Mudou tudo! Quando criança eu queria ser médico ou bombeiro...

Qual tua visão sobre os problemas legais referentes a arte de rua?

Poxa! Eu não tô muito a par dessas coisas, se tem problema ou não, ou se meu trabalho vai dar problema... se você pensar assim você não faz! Por isso, se tá com vontade vai lá e faz.



:: Links externos: Site | Blog | Fotolog | Orkut


* A entrevista acima foi publicada no blog Jornalismo Digital (:, meu blog de aula. Falei com o Titi Freak dia 24 de abril, quando a exposição ainda não tinha acabado d: Mas o cara é tri e acho que ainda vale a pena ler.

29.5.08

Eu sou um dos 13.470

Provavelmente já seja maior o número de brasileiros que confirmaram o download do Firefox 3 no Download Day 2008. No mundo todo, já há pelo menos 231.381 indivíduos comprometidos a baixar a nova versão na data de lançamento, ajudando a Mozilla a estabelecer o recorde de software mais baixado em 24h.

No Brasil, pelo menos 13.470 pessoas pretendem participar do Download Day 2008.

Ainda não foi divulgada a data do lançamento; quem se comprometeu vai receber um e-mail. Eu já me garanti (: E a proposta deles é ainda mais legal porque provoca propagandas gratuitas, como esta postagem e a raposinha no menu lateral.

Prévia

Quem não agüentar quiser esperar até o Download Day 2008 para conhecer o novo Firefox, pode conferir as considerações de Alex Primo sobre o programa. O professor da UFRGS testou a versão beta do navegador.

28.5.08

Horário (Nada) Nobre

Quando saio cedo da faculdade, venho pra casa cheia de planos para este tempo "livre", mas freqüentemente tomo café e vejo TV com minha mãe. Nossos horários não colidem e, assim, pouco nos falamos, então acho que vale a pena assistir a programas de merda para estar perto dela.

Inevitavelmente, eu fico reclamando do que vejo. Por exemplo, acho absolutamente incoerente que a Maria Paula fique com o magrão que roubou dela, como o tem sido encaminhado pelo Aguinaldo Silva. Depois de ouvir minhas reclamações sobre a novela, a mãe mudou para o Astros - a imitação pouco descarada do American Idol, feita pelo SBT depois que a emissora não quis pagar os direitos deste programa.

Paramore no Silvio Santos

Entre os finalistas de hoje, teve uma mina que fez cover de Paramore. Talvez seja ignorância minha, aliás, provavelmente seja... eu não esperava ouvir Paramore no "Brazilian Idol".

General Sih tocou Crushcrushcrush - cortada - e foi bem legal, na minha leiga opinião. Talvez menos que leiga; o Robertinho diria que não sou parâmetro porque gosto de tosqueira.

Um daqueles jurados que forçam críticas disse que não sabia onde ela queria "chegar cantando em inglês." Faça-me o favor, um programa que se propõe a inventar descobrir artistas e exige - ou permite (informação chutada) - que eles façam cover não tem a mínima moral para esse tipo de reclamação.

Precedente

Só que o cara não falou isso baseado apenas no que eu tinha visto, obviamente. Encontrei o vídeo da primeira prova dela, em que a menina diz que também compõe em inglês.



Mesmo assim, achei sem cabimento o comentário dele. Não que eu tenha uma opinião formada sobre isso, nem sobre a guria. Talvez seja uma aversãozinha ao programa mesmo.

11.5.08

Identificação


Tornei-me fã do Lev Yilmaz através do Tales of Mere Existence no YouTube. Certamente vai rolar um post decente mais elaboradinho no futuro.

6.5.08

Impressões Prévias

Eu já devia ouvir AM há muito tempo. Mas admito: não ouço. E não é preconceito com a amplitude modulada - já faz tempo que minha relação com rádio se resume às aulas do Malhão.

Hoje, depois de ter brigado com um rádio quase portátil que tem aqui em casa - e ter sido derrotada por ele - fui para a Internet catar as rádios que já disponibilizam a transmissão por esse meio. Talvez todas, mas repito, ando radialisticamente desinformada.

EXPERIÊNCIAS

Primeiro foi a Rádio Universidade (1160 KHz). Surpresa: caso Isabela. Achei interessante, porém, que o apresentador estava fazendo um paralelo entre esse caso e o caso Susane Von Richthofen, que - pra quem não lembra - planejou a morte dos pais em 2002. Falávamos sobre Fait Divers na aula de Jornalismo Digital, e a relação entre os casos foi citada como exemplo para o tipo coincidência por antítese. Aliás, pra mim, outra coincidência oposta entre os casos é que Susane confessou, e o casal Nardoni/Jatobá está demorando.
Gostei dessa parte. Mas em seguida rolou uma música, e a proposta era ligar pra lá pra dizer de que novela a música fazia parte. Acho que eu era a única ouvinte que sabia que era d'O Clone, porque depois de muito tempo, ninguém tinha ligado ainda. Como não os ouvi falar em prêmios, eu que não ia passar por noveleira no ar.

Minha segunda tentativa foi a Gaúcha AM (600 KHz). Ficou na tentativa: o player da Gaúcha não funciona aqui! Aliás, queria saber qual o problema da RBS com meu querido computador, porque nenhuma das rádios da rede tocou aqui.
Antes que me perguntem: eu desbloqueei as pop-ups do endereço deles, e esta é a única recomendação em relação ao Firefox.

Depois, a Tupanci (1250 KHz), e em seguida a Cultura AM (1200 KHz, não sei se "pega" em Pelotas). Nos dois casos, era um programa musical. Ótimo, mas não era isso o que eu procurava. Particularmente, para ouvir música prefiro eu mesma escolher.

Finalmente, estou ouvindo a Guaíba AM (720 KHz). O programa é Plantão Esportivo, mas mesmo não entendendo estou me divertindo. Tem um jogador do Grêmio lá, e um ouvinte mandou a seguinte pergunta: "Tu estavas brincando quando falaste que o Grêmio ia disputar o Brasileiro, né?".

PROVISÓRIO

Estou registrando minha primeira impressão, mas sei que provavelmente ela mude conforme eu vá ouvindo mais rádio. E eu vou ouvir, é bom.

PROPAGANDA

Depois de tudo, a propaganda: às 22h45, na Rádio Universidade (1160 KHz - Pelotas e arredores), tem o programa Giro da Notícia. O Giro da Notícia é feito pelos alunos das disciplinas de Radiojornalismo I e II, e o programa de hoje (06 de maio) vai ser apresentado por mim. Quem tiver coragem pode ouvir também pela Internet.

17.12.07

Ferramenta nova no Google Book Search

O blog do Google anunciou que o Google Book Search - pra seguir a tradição Google Everything - disponibilizou uma nova ferramenta. Agora, além de sugerir links de livrarias virtuais pra comprar o livro ali encontrado, ele também pode sugerir "livrarias de verdade", quer dizer, feitas de tijolo em vez de códigos binários e afins (sem ser pejorativa, gosto muito de lojas virtuais). Se tu digitas o CEP, ele procura as livrarias perto da tua casa e diz onde tem o livro.

Às vezes, escolher
a Internet para fazer compras não é só falta de opção; nem sempre a gente tá disposto a conversar com atendentes, pesquisar lugares etc. Nesses casos que essa ferramenta é útil.

"[...] digite o endereço ou o CEP de onde está. Um mapa da vizinhança se abrirá e as livrarias mais próximas estarão marcadas com um pontinho vermelho."

Talvez pelo tamanho relativamente pequeno da cidade, para CEPs de Pelotas esse mapa da vizinhança tem um raio de uns 60km. Usei o meu CEP e ele sugeriu muitas livrarias do Rio Grande (as cidades distam 60km, caso alguém de fora do RS tenha caído por aqui).
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Aliás, inclui-se nessa lista de livrarias até uma que fica em Novo Hamburgo (cidade localizada cerca de 250km distante de Pelotas), que ele assimilou - acredito eu - porque ela se encontra em uma rua chamada Pelotas. No mapa, o Google indica o oposto: o pontinho vermelho está na rua Novo Hamburgo que existe em Pelotas, lá no Laranjal.

Desconfio ainda - mas não pude verificar - que ele apenas liste as livrarias próximas, sem saber se realmente o livro procurado está disponível lá. Dá pra deduzir isso pelo modo de busca que utiliza.

Apesar dos probleminhas, é fantástico, né? Oras, não custa nada a gente selecionar, da tal lista, as livrarias que nos servem e ir até elas. Embora, aí, também não resolva a questão da conversa com atendentes e pesquisa de lugares - continuamos tendo de ir até as lojas e perguntar, possivelmente em mais de uma. Mas isso é problema de quem mora no interior; para metrópoles, dá mesmo pra buscar por região.

Então, enquanto eu seguir pelotense de localização, minha ferramenta preferida do Google Book Search vai continuar sendo o preview. Trata-se de ler as primeiras - e às vezes todas - páginas do livro buscado ali no site mesmo. Nem sempre tá disponível, mas disponibilizar todos é algo fora do alcance do Google - é de pasmar, mas existe algo fora do alcance do Google.

11.12.07

Pirapoquinha do Oeste

Tá rolando uma promoção através do YouTube, chamada Se Maomé não vai à montanha, a montanha traz Maomé. O anúncio é feito pelo Rafinha Bastos, uma das expressões em stand-up comedy no Brasil. Os concorrentes devem fazer um vídeo "experimentando" esse tipo de comédia, dissertando sobre fatos de forma engraçada, através de texto próprio.

O ganhador vai - com um acompanhante - pra São Paulo, ficar um fim de semana e assistir a dois shows de Bastos - que não cita mais ninguém, mas provavelmente tenha agm outro comediante se apresentando (isso é um chute meu).

No vídeo de apresentação da promoção, Bastos alega que não tem por quê ir a lugares longínquos e com pouco público, então esta é a oportunidade para pessoas que moram nesses locais de assistir a um show de pertinho.

Os vídeos podem ser enviados até 20 de janeiro. Detalhes sobre a promoção podem ser encontrados na Página do Rafinha e nas informações sobre o vídeo no próprio YouTube.